Poema de Ano Novo: Desejo – Victor Hugo
Enviar esse post por E-mail
![]() |
Esse poema que o que desejo a todos não somente para o próximo ano como para a vida toda. Um poema de Victor Hugo, chamado Desejo. De acordo com a Mãe dos Burros, Wikipédia, Victor-Marie Hugo (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um escritor e poeta francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables, sua melhor peça e de Notre-Dame de Paris, entre diversas outras obras. Relaxe e Inspire-se! |
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.















Rodrigo Piva | 1 de janeiro de 2009 às 13:59 #
Realmente não é preciso dizer mais nada, parabéns e obrigado por proporcionar essa bela leitura.
Abração e um ótimo 2009!!
Rodrigo Piva postou em seu site: NQMM | Notícias Que Mudam o Mundo #8
Responder
Silvia Barcellos | 31 de dezembro de 2010 às 2:46 #
Essa crônica, e não poema, é do gaúcho Sérgio Jockymann. E foi publicada no jornal Folha da Tarde em 30 de dezembro de 1978. Por favor, corrija essa falha!!!
Responder
Rafael Reply:
dezembro 31st, 2010 at 9:48
Silvia… acho que isso não faz diferença alguma… Tanto victor quanto sérgio são grandes homens e dúvido muito que se importariam com essas ninharias de "é meu", "não, é meu"… Acredito que eles se importem mais não só com o valor que damos textos, mas principalmente como estamos exercendo e colocando em prática esses conhecimentos…
Veja o lema do blog… relaxa…
Responder
Silvia Barcellos | 31 de dezembro de 2010 às 16:04 #
Estou relaxada, amigo (a)! Não acho legal dar crédito errôneo ao trabalho dos outros, ainda mais na internet. Não queria ofendê-lo (a), somente cheguei ao seu blog somente através do google. Desculpa pelo inconveniente, não voltarei mais.
Responder
Rafael | 31 de dezembro de 2010 às 23:06 #
Estou mais relaxado ainda, afinal, o blog não é meu, azar é do dono
Responder